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Para que serve o aeroporto de disco voadores no Mato Grosso?


Os constantes relatos sobre objetos voadores não identificados, em Barra do Garças (509 km a Leste de Cuiabá), fizeram com que o então vereador do Município, Valdon Varjão, já falecido, decidisse criar um local destinado a possíveis pousos de discos voadores.

O decreto sobre a criação do lugar, intitulado Discoporto, foi assinado em setembro de 1995, após ser aprovado por unanimidade na Câmara do Município.

Classificada por muitos como loucura, a criação inusitada teve repercussão em todo o País e até mesmo internacional. A novidade, que era motivo de chacota, juntou-se a outros atrativos turísticos do Município — como cachoeiras, o mirante do Cristo e serras consideradas místicas — e tornou-se um dos cartões de visitas de Barra do Garças.

O Discoporto foi criado em uma parte do Parque Estadual da Serra Azul, que possui 11 mil hectares, em uma área onde eram praticados treinamentos de motocross.

O lugar foi liberado pela direção do parque. No local, em meio a céu aberto, há uma espécie de réplica de um disco voador, feita com duas antenas parabólicas, a imagem de um extraterrestre e também um painel com a reprodução de um objeto voador e de um ET, onde há espaço para as pessoas colocarem a cabeça para que possam ser fotografadas.

Conforme a Prefeitura do Município, os recursos para os itens do Discoporto foram doados por Varjão, que concedeu duas antenas parabólicas de sua empresa, além dos outros objetos. Segundo a Secretaria de Turismo de Barra do Garças, não houve emprego de dinheiro público.

Além dos relatos sobre as constantes aparições de objetos não identificados no céu de Barra do Garças, outro motivo que também fez com que o então vereador criasse o aeroporto foi o turismo ufológico do Município. Em razão de outras diversas manifestações e fenômenos considerados estranhos, a cidade recebe, há décadas, diversas pessoas e eventos sobre ufologia e outros fenômenos.

Em entrevista ao apresentador Jô Soares, em 1995, logo após o projeto de criação do Discoporto ser aprovado na Câmara do Município, Valdon Varjão contou que tinha esperanças de que um dia o local fosse visitado por extraterrestres.

"Todo homem que lê sabe que estamos chegando às vésperas de ter contato com seres de outros planetas. Mas não acredito que isso aconteça neste milênio nem no vindouro”, comentou.

O então parlamentar explicou que o Discoporto era uma obra visionária, com o objetivo de facilitar o futuro. “Essas aparições [de supostos discos voadores] nos levou a nos preocupar com que Barra do Garças tenha uma reserva futura, para que não fique à margem de coisas que possam ocorrer no terceiro milênio”.

Varjão, que chegou a ser senador por Mato Grosso, é considerado uma das figuras mais importantes para a história do Município. Morto em 2008, ele nunca realizou o sonho de ver um objeto não identificado sobrevoando o céu de Barra do Garças.

"Não tive essa felicidade de ver um disco voador, mas algumas pessoas já viram na minha região. São pessoas de crédito, às quais eu reputo uma palavra sincera”, divertiu-se, durante a entrevista a Jô Soares.

Apesar de ser considerada uma ideia inusitada, o parlamentar não acreditava que a criação do aeroporto para discos voadores fosse insanidade. "O público acha graça e pensa que é loucura, mas não é”.

Veja também: A História do aeroporto para discos voadores em Mato Grosso.