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A TV vai definir quem será eleito presidente em 2018?


Lula? Alckmin? Dória? Marina? Bolsonaro? Ciro? Luciano Huck? Manuela D´Ávila? Quem será o próximo presidente do Brasil?

A resposta dependerá da atuação do telejornalismo na campanha. Mais do que nunca, a TV vai ser o mais importante cabo eleitoral para alguns candidatos e a pior adversária para outros.

Por temer distorções na cobertura da eleição, o ministro do STF Gilmar Mendes, que no momento também é presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), quer discutir eventual controle da programação de rádios e TVs.

Pretende com isso impedir que programas jornalísticos deem mais espaço a um candidato em detrimento dos demais.

As matérias nos telejornais, por exemplo, seriam cronometradas para que todos tivesse o mesmo tempo de visibilidade.

A informação foi publicada na coluna da jornalista Mônica Bergamo na edição desta segunda-feira (6), da Folha de S. Paulo.

Vale lembrar que rádios e TVs são concessões públicas, ainda que a maioria seja gerida por empresas privadas.

Teoricamente, um órgão estatal pode monitorar o conteúdo e solicitar mudanças, sem que isso seja visto como ingerência ou censura.

Mas, quando a ideia parte de um ministro intrinsecamente ligado ao presidente Michel Temer, a intenção pode ser interpretada de outra maneira, especialmente pelos opositores do atual governo.

A proposta de Gilmar Mendes também deverá gerar protestos da cúpula das emissoras de rádio e TV. Os donos do ‘quarto poder’ (a imprensa) odeiam ficar sob fiscalização.

A Propaganda Eleitoral Gratuita exibida na TV é a grande catapulta de qualquer candidato numa eleição.

Por isso os partidos guerreiam entre si e, às vezes, formam coligações ideologicamente esdrúxulas: o objetivo é conseguir mais minutos de exposição na tela.

A força da televisão influencia o voto de milhões de brasileiros. Os marqueteiros apostam todas as fichas nos programas eleitorais já que as mensagens aos telespectadores são capazes de elevar um candidato e prejudicar os concorrentes.

Ainda que as redes sociais tenham papel mais relevante a cada pleito, a TV ainda se mostra imprescindível no sucesso ou fracasso de uma campanha presidencial.

As equipes dos partidos fazem o possível para oferecer boas pautas às emissoras. Querem usar a publicidade espontânea proporcionada pelas atrações de grande audiência para impulsionar a imagem de seu candidato.

“Segundo um deputado, líder lá no Congresso, o medo deles (os políticos) é sair uma notícia ruim no Jornal Nacional. Isso estremece, é muito mais devastador do que na internet”, relatou Lucas Mendes no ‘Manhattan Connection’, da GloboNews.

Manchete negativa no horário nobre da TV pode resultar em perda de milhares de votos, assim como uma pauta favorável é capaz de atrair inúmeros simpatizantes.

Daí a preocupação do ministro Gilmar Mendes em evitar que a mídia – especialmente a televisão – opere com falta de imparcialidade no trato com os candidatos à Presidência no ano que vem.

Afinal, cada canal tem sua preferência partidária, ainda que raramente assuma isso, e o conceito de ética jornalística se revela elástico em algumas empresas de comunicação.

A detestada Propaganda Eleitoral Gratuita na TV vai custar, de acordo com a Associação Contas Abertas, 1 bilhão de reais em renuncias fiscais às emissoras obrigadas a transmitir os programas das coligações.

Como se vê, 2018 será um ano oneroso para o bolso do contribuinte e tenso na televisão brasileira.

Contra o dinheiro direcionado aos partidos não há o que fazer. Já em relação ao blá-blá-blá dos políticos buscando votos, o telespectador-eleitor tem em mãos o poder do controle remoto.

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